

Quarta-feira, 08 de setembro de 2010 - 22:16
As arvores do trecho da AL 220 que liga a cidade de São Miguel dos
Campos a usina Porto Rico no Sudoeste do Estado foram cortadas com uma
brutalidade que chocou os motoristas que ali trafegavam.
Funcionários do DER e demais contratados por terceiros trabalhavam sem
o mínimo receio do crime ambiental que estavam cometendo ao deceparem
com machados e serras motorizadas os troncos e galhos das arvores onde
muitas delas eram frutíferas que levaram anos para chegarem a sua fase
adulta além de ser fonte de renda para os moradores que vende esse tipo
de fruto nas estradas.
As arvores que foram decepadas naquela localidade são as poucas que
ainda registem a furia dos homens na região, pois um enorme vale está
exclusivamente a disposição para o cultivo de cana de açucar, fonte de
renda milionaria dos produtores do Estado.
“Não moça, você não pode tirar fotos ou filmar a gente. Eu não posso
falar nada. Não posso dizer pra quem eu trabalho, eu só tenho que
cumprir com o meu trabalho. É que as arvores fica atrapalhando os
carros de canas passarem. Não coloque isso aí não viu, se não dá
problema e a corda sempre arrebenta para o mais fraco. Disse um homem.
A pergunta que não quer calar...
Porque será que um crime como esse acontece as claras justamente quando
a humanidade prega a preservação ambiental e o mundo está em estado de
alerta com o aquecimento global?
Confira mais fotos no blog da Gracinha: http://gracinharadialista.blogspot.com/2010/02/um-crime-ambiental.html