22°Cpostado em 10/05/2010 |
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Quem escolhe o presidente do Banco Central é o presidente da
República. Se for para eu escolher alguém, tem que ser com razoável
proximidade, disse o tucano
O pré-candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, deu um passo atrás em suas criticas à condução econômica promovida pelo Banco Central (BC) na tarde desta segunda-feira (10), durante evento promovido pela Associação Paulista de Supermercados (Apas), em São Paulo, e ressaltou a importância da independência da instituição. O tucano, no entanto, voltou a centrar fogo na taxa básica de juro brasileira, que segundo ele, permanece entre as mais altas do mundo.
Quem escolhe o presidente do Banco Central é o presidente da República. Se for para eu escolher alguém, tem que ser com razoável proximidade. O BC deve ter autonomia no seu trabalho dentro dos parâmetros da estabilidade econômica, disse o ex-governador. Mesmo amenizando suas críticas à instituição, Serra disparou: entra governo e sai governo e a taxa de juros brasileira continua entre as maiores do mundo.
O pré-candidato também fez questão de mostrar que não pretende alterar totalmente os rumos tomados pelo Banco Central. O BC trabalhou direito e agora precisa de acompanhamento. Os cargos são de confiança, isso pressupõe, diálogo permanente. Faremos uma gestão eficiente e voltada para os interesses nacionais. Não é preciso sobressaltos. Não vou virar essa mesa (economia) que ajudei a construir.
Após se desentender com a jornalista Miriam Leitão durante entrevista à rádio CBN na manhã desta segunda, Serra rasgou elogios a ela, dizendo que acompanha sua coluna todos os dias e que a considera uma das melhores articulistas de economia nacional e internacional.
O pré-candidato tucano afirmou que é preciso ter visão do País como um todo e se classificou como um dos que mais entendem sobre a questão tributária brasileira. Aqui em São Paulo fizemos a substituição tributária para diminuir a margem do comércio paralelo e criamos também a Nota Fiscal Paulista, afirmou.
Serra citou os empresários que mantém empregos e riquezas como aliados do governo, que se preocupa com a população. Precisamos da iniciativa privada para oferecer oportunidade e futuro, disse, lembrando que se direcionava aos empresários de pequeno, médio e grande porte.
O ex-governador de São Paulo também voltou a evocar seu slogan de campanha, dessa vez com uma nova alteração, e encerrou sua fala no evento com a frase: O povo pode mais. Em sua passagem pela feira organizada pela Apas, no Expo Center Norte, o tucano passou por estandes que expunham queijo, café e cachaça, a qual o tucano não degustou.

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