22°Cpostado em 06/12/2011 |
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Material da campanha do Laço Branco também será entregue em cerca de 70 mil residências por meio dos Correios |
Com fitinhas brancas e panfletos defendendo o fim da violência contra a mulher, a secretária da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, Kátia Born, visitou nesta terça-feira (6) diversas Secretarias do Estado para divulgar o Dia Mundial do Laço Branco. A iniciativa faz parte dos 16 dias de ativismo pela proteção à mulher.
Segundo Kátia Born, a campanha de conscientização é voltada principalmente para os homens. “Eles são parceiros importantíssimos na luta pelo fim da violência contra a mulher. Em toda essa caminhada, não tivemos nenhuma rejeição. Isso mostra na prática a necessidade de mais campanhas de conscientização, educação e mobilização”, expôs ela.
Em cada repartição pela qual passou, a secretária pediu para que os homens ajudem a iniciativa. “Hoje, todos os homens serão enlaçados pelo fim da violência, porque esta é uma campanha do amor”, disse.
Para o gerente de núcleo da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) Valterland da Silva, a campanha serve de impulso. “É uma ótima oportunidade para incentivar o combate à violência e conscientizar os homens. A mulher precisa ter atitude e manter a queixa sem se deixar intimidar por ameaças”, acredita Valterland.
A campanha do Laço Branco surgiu após o massacre ocorrido no dia 6 de dezembro de 1989, na cidade de Monteral, Canadá, quando Marc Lepine invadiu uma sala de aula e assassinou as 14 mulheres que encontrou no local, suicidando-se em seguida. Em carta, o assassino dizia não aceitar que mulheres exercessem uma profissão tradicionalmente masculina. A partir disso, os homens se mobilizaram para mostrar que não concordam com a atitude. “A campanha é um simbologia de que os homens não são a favor da violência contra a mulher”, explicou a superintendente da Mulher, Solange Viegas.
O funcionário público Luiz Antônio também acredita no papel da mulher para o sucesso da campanha. “É bastante interessante educar o homem, mas é preciso que a mulher se conscientize da sua função enquanto agente modificado e não apenas vítima. Não é por uma questão de medo que o homem não pode agredir, mas por respeito à dignidade da mulher”, afirmou.
Além da entrega em órgãos públicos, cerca de 70 mil residências também irão receber o folder da campanha por meio dos Correios. Entre outras informações, os folhetos trazem uma frase do jornalista Xico Sá sobre o assunto. “Então está combinado: homem que bate em mulher fica definitivamente proibido de ser chamado de homem”, destaca ele.

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