29°Cpostado em 20/02/2012 |
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Família atribui perda a negligência do hospital |
Uma mulher perdeu o bebê após entrar em trabalho de parto 15 dias antes do previsto. A família alega que a morte do feto ocorreu por negligência do Hospital Universitário, onde a então gestante foi atendida.
A dona de casa Eliane Galdino de Oliveira, de 38 anos, teve uma surpresa na manhã do último sábado (17). Após oito meses e meio de gestação, a bolsa com líquido amniótico rompeu, alardeando a chegada prematura do bebê.
A família então levou Eliane para o Hospital Universitário. Segundo o filho dela, Hugo Galdino, por se tratar de uma gravidez de risco os médicos que a atenderam decidiram interná-la até a próxima quinta-feira, quando pretendiam fazer o parto. “Eles disseram que não iam fazer o parto no momento, porque seria mais seguro se o bebê ficasse dentro da barriga dela, pois a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Neonatal estava superlotada e com a super bactéria”, disse o jovem.
Apenas na manhã desta segunda-feira uma médica do hospital decidiu tirar o bebê da barriga da mãe. “Eles induziram o parto normal. Ela não tinha mais líquido, eles estavam injetando soro nela por causa disso. O médico que fez o pré-natal, o obstetra Manoel Calheiros, disse que ela teria que se submeter a uma cesariana, no entanto eles insistiram em fazer parto normal”, disse Hugo.
A família está inconformada. “Se eles não tinham condições de atendê-la, deveriam ter transferido para outro hospital, mas nem isso eles fizeram. Preferiram mantê-la internada, deixando o bebê morrer dentro dela”.
A assessoria do Hospital Universitário não foi encontrada para se pronunciar sobre o assunto.

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